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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Histórias Reais horripilantes de manicômios

Os manicômios eram hospitais destinados a manter insoladas pessoas com transtornos mentais. A forma de tratamento dada aos pacientes é uma grande mancha na história, pois eram empregadas técnicas cruéis e desumanas que beiravam o abandono.
Eram utilizados tratamentos controversos e ineficazes, o que, na maioria das vezes, agravava a situação . São histórias assustadoras de desrespeito ao ser humano.
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Infelizmente, a realidade dos manicômios era quase a mesma em qualquer parte do mundo.
Separamos três casos que se destacam, confira:

BETHLEM ROYAL HOSPITAL – INGLATERRA

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Além de ser o protagonista das histórias mais horripilante, o Bethlem carrega também a marca de ser o hospital mais antigo em funcionamento. Opera desde o século XIII, na cidade de Londres.
Suas práticas eram brutais: espancamentos, confinamento, banhos gelados e negação de comida eram as mais utilizadas. Os pacientes viviam na sujeira, entre dejetos e fezes, segundo relatos até para a época era considerado nojento.
O incurável método da “terapia de rotação” consistia em prender o paciente em uma cadeira suspensa no teto e realizar fortes movimentos circulares a fim de deixá-lo com inconsciente.
Os lunáticos, como eram chamados os internos, eram exibidos ao público dentro de uma jaula e mediante cobrança de ingresso. A maioria dos pacientes não resistiam ao “tratamento”, nem os corpos aos familiares interessavam.


HOSPITAL COLÔNIA DE BARBACENA – BRASIL

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Inaugurado em 1907, na cidade mineira de Barbacena, mais 60.000 pessoas perderam suas vidas nesse manicômio. Entretanto, eles não morreram de transtorno mental, mas de fome, frio, tortura, pneumonia e doenças decorrentes do descaso sanitário e humano.
As pessoas eram largadas no chão, quase sem roupas, ao lado de dejetos humanos e ratos. O esgoto que percorria o hospital era a forma como os pacientes conseguiam água.
Projetado para 200 pessoas, em 1961, o hospício chegou a ter 5 mil pacientes, dentre esses também haviam crianças. A superlotação obrigava os pacientes a dormirem ao relento no capim.
Cerca de 70% dos internados não tinham sequer algum problema mental, entretanto acabavam desenvolvendo lá dentro. Durante o período militar, muitas das pessoas discriminadas eram enviadas ao hospital, como mendigos e homossexuais.
Tratamento com choques elétricos eram aplicados mais como forma de castigo do que com alguma intenção de cura e quanto mais os internos se rebelavam, maior era a punição.
O caso Colônia foi retratado em livro pela jornalista Daniela Arbex. Devido ao genocídio e as praticas de crueldades semelhantes aos campos de concentração nazista, a obra foi intitulada de Holocausto Brasileiro. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelas atrocidades cometidas no hospital em Barbacena.

WILLOWBROOK STATE SCHOOL – ESTADOS UNIDOS

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Apesar de não possuir dominação de manicômio, o seu uso foi o mesmo. Inaugurada no final da década de 40 no bairro de Willowbrook, Nova Iorque, era uma instituição estadual voltada para crianças e jovens adultos que tinham déficit de inteligência.
Apesar de ter sido idealizado para 4.000 pacientes, nos anos 60, havia 2 mil pessoas internadas além da capacidade. Sendo, na época, a maior instituição americana para tratar transtornos mentais.
As crianças eram recebidas com descaso, estavam muitas vezes sem roupa, eram vítimas de espancamentos e há relatos de que sofriam abusos dos cuidadores. O ambiente carecia de higiene.
Além disso, as crianças foram usadas como cobaias em estudos sobre a hepatite. Em torno de 800 pacientes receberam propositalmente o vírus da hepatite B afim de que fosse analisado o desenvolvimento da doença. Os médicos forçaram os pais a darem autorização para o procedimento sob a alegação de que eles iriam contrair a hepatite de qualquer forma, o que não era verdade.
O médico coordenador do projeto desenvolveu uma vacina e recebeu prêmios científicos. Entretanto, a sua conduta é fortemente questionada por desrespeitar os direitos humanos.
Sob a alegação de maus tratos e com a pressão da mídia (inúmeras matérias jornalísticas e até um documentário foram realizados no local), a instituição foi fechada em 1987. Entretanto, muitas crianças foram abandonadas pelas suas famílias e esquecidas pelo estado.


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