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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O menino da caixa: um dos maiores mistérios policiais


O mundo está repleto de casos policiais que nunca foram resolvidos e se perpetuam na História como verdadeiros mistérios. Mas um dos casos mais desconcertantes é certamente este: quem era o menino da caixa?

Seu rosto tornou-se conhecido em uma tarde de 25 de fevereiro de 1957, quando um viajante que passava na estrada Susquehanna, na Filadélfia, notou uma caixa com letras vermelhas que diziam: “Mobiliário frágil, não abra com a faca”.



Originalmente, a caixa era de um berço, mas, ao abrir, o homem se deparou com algo completamente diferente. A princípio, ele acreditou que se tratava de uma boneca, mas o que ele havia encontrado era o cadáver de uma criança. O garoto estava sem roupas e enrolado em um cobertor. Tinha pouco mais de 1 metro e pesava menos de 14 kg, o que é muito pouco para uma criança desta altura.

Ele parecia ter menos de 6 anos, suas unhas tinham sido cuidadosamente aparadas e seus cabelos estavam cortados de um modo que um barbeiro hábil não faria. Algumas das cicatrizes em seu corpo pareciam ter vindo de procedimentos cirúrgicos e seus olhos mostravam sinais de que ele recebia tratamento para alguma condição crônica.

Foi encontrada uma substância escura em seu esôfago, mas ele não tinha comido antes de sua morte. Devido às contusões, o médico legista determinou que a morte foi causada por golpes na cabeça.


Originalmente, a caixa era de um berço, mas, ao abrir, o homem se deparou com algo completamente diferente. A princípio, ele acreditou que se tratava de uma boneca, mas o que ele havia encontrado era o cadáver de uma criança. O garoto estava sem roupas e enrolado em um cobertor. Tinha pouco mais de 1 metro e pesava menos de 14 kg, o que é muito pouco para uma criança desta altura.

Ele parecia ter menos de 6 anos, suas unhas tinham sido cuidadosamente aparadas e seus cabelos estavam cortados de um modo que um barbeiro hábil não faria. Algumas das cicatrizes em seu corpo pareciam ter vindo de procedimentos cirúrgicos e seus olhos mostravam sinais de que ele recebia tratamento para alguma condição crônica.

Foi encontrada uma substância escura em seu esôfago, mas ele não tinha comido antes de sua morte. Devido às contusões, o médico legista determinou que a morte foi causada por golpes na cabeça.


Havia muitas pistas a seguir: primeiro, a polícia tentou descobrir a identidade do garoto, mas nenhuma criança do seu tamanho estava na lista de desaparecidos; depois, eles buscaram impressões digitais em hospitais, mas nenhuma correspondia à do menino; milhares de cartazes e panfletos foram distribuídos, mas ninguém entrou em contato com os oficiais.

Sem ver muitas saídas, a polícia chegou a fotografar o garoto com diferentes tipos de roupas que ele poderia ter usado em vida, na esperança de que alguém se lembrasse dele. Nem assim surgiram novas pistas.

A caixa também foi rastreada, mas a investigação se deparou com outro beco sem saída: quem comprou o berço pagou em dinheiro, não deixando nenhuma identificação.

Uma testemunha apareceu e relatou que, um dia antes de o corpo ser encontrado, viu uma mulher e uma criança na estrada e perguntou se eles precisavam de ajuda. Ela apenas acenou negativamente.

Detetives sondaram famílias da região, principalmente as que tinham mais filhos do que poderiam sustentar. Alguns rumores levaram a uma mulher que tinha nove filhos e já havia respondido a uma acusação por ter despejado o cadáver de uma das filhas no lixo depois que ela morreu de causas naturais.

Em julho de 1957, os oficiais responsáveis pelo caso resolveram pagar um funeral para a criança. O epitáfio simples, gravado em pedra, dizia “Pai Celestial, abençoe este garoto desconhecido”.


O caso foi, aos poucos, esquecido pela população e pelos policiais, com a exceção do investigador legista Remington Bristow – ele não podia deixar que aquilo acabasse assim.

Durante o seu tempo livre e com o seu próprio dinheiro, ele procurou pistas e chegou a consultar médiuns, buscando alguma luz sobre a identidade do garoto. Bristow estava certo de que o pequeno morava em um lar adotivo, mas acabou morrendo, em 1993, sem saber a verdade.

Cinco anos mais tarde, o corpo foi exumado e o seu DNA, levado para testes. Mesmo com os avanços neste campo, o exame não resultou em nada novo.

Em 2002, um psiquiatra de Ohio contatou a polícia da Filadélfia e contou que um dos seus pacientes lhe disse que sabia como o “garoto da caixa” havia morrido. Em uma das sessões, a mulher revelou que seus pais, ambos educadores, tinham comprado a criança para usar como um brinquedo sexual.


Há alguns dias, o canal NBC publicou o que pode ser um ponto final no mistério. Dois investigadores descobriram uma importante informação que pode conectar as histórias desta trama: um homem relatou que sua família alugou uma casa para um homem que vendeu o filho. Eles localizaram a família e conseguiram retratos dele que, supostamente, seria o pai e de um dos irmãos da criança. Especialistas analisaram as imagens e afirmaram que existem muitas coincidências na fisionomia dos três. Porém, é preciso esperar o resultado do exame de DNA.

Lemegeton - A chave menor de Salomão



A Chave Menor de Salomão ou Lemegeton (em latim, Lemegeton Clavícula Salomonis) é um grimório pseudepigráfico datado do século XVII. Contém descrições detalhadas dos Principados-Maiores e menores, Potestades, Hostes Infernais e até anjos. Há todas as conjurações necessárias para invocá-los e obrigá-los a obedecer ao conjurador. 

O Lemegeton é dividido em cinco partes: 

          Ars Goetia, Ars Theurgia Goetia, Ars Paulina, Ars Almadel e Ars Nova.

Uma conhecida tradução do Lemegeton é "The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King", publicado por MacGregor Mathers (um dos fundadores da Golden Dawn) e com introdução de Aleister Crowley (fundador da Astrvm Argentvm).

SOBRE O GRIMÓRIO

Ars Goetia, Goetia, Lemegeton, Círculo Mágico, Triangulo da Arte
Representação do círculo mágico, onde o magista está protegido e o triangulo da arte onde serão evocados os 72 daemons (por Alesteir Crowley).


Surgiu no século XVII, mas muito foi retirado de textos do século XVI, incluindo o Pseudomonarchia Daemonum. É provável que os livros da Cabala judaica e dos místicos muçulmanos também serviram de inspiração. Alguns dos materiais na primeira seção, relativas à conjuração de demônios datam do século XIV ou mais cedo.

Tradicionalmente a autoria do livro é atribuída historicamente ao Rei Salomão, apesar de haver estudiosos que discordam dessa afirmação. Os títulos de nobreza atribuídos à demônios eram desconhecidos no tempo de Salomão. A Chave Menor de Salomão contém descrições detalhadas dos espíritos e as condições necessárias para evocá-los e obrigá-los a fazer a vontade do evocador. Ela detalha os sinais e rituais a serem realizados, as ações necessárias para prevenir os espíritos de terem controle, os preparativos que antecedem as invocações, e instruções sobre como confeccionar os instrumentos necessários para a execução destes rituais. Os vários exemplares existentes variam consideravelmente nas grafias dos nomes dos espíritos. Edições contemporâneas estão amplamente disponíveis na imprensa e na Internet.

The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King de 1904 é uma tradução do texto por Samuel Mathers e Aleister Crowley. É essencialmente um manual que pretende dar instruções para a convocação de 72 diferentes espíritos.
Uma conhecida tradução do Lemegeton é The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King (Lemegeton Clavicula Salomonis Regis), por MacGregor Mathers e com introdução de Aleister Crowley.
OS LIVROS DO LEMEGETON


ARS GOETIA

A primeira seção, chamada Ars Goetia, contém descrições dos setenta e dois daemons que Salomão teria evocado e confinado em um vaso de bronze selado com símbolos mágicos, para que fossem obrigados a trabalhar para ele. Ele dá instruções sobre a construção de um vaso de bronze semelhante, e usando a fórmula mágica para a segurança apropriada a fim de chamar as entidades.

Goetia, Ars Goetia, Lemegeton, Eliphas Levi

Representação de um ritual de magia goética para evocação de um daemon (por Eliphas Levi).

Trata-se da evocação de todas as classes de espíritos bons ou maus (devemos ter cuidado ao julgar tais entidades, vale lembrar que são entidades primitivas, e o conceito de bem e mal aqui deve ser tratado com cautela), seus ritos de abertura são os de Paimon, Orias, Astaroth e toda a corte do Inferno. A segunda parte, ou Theurgia Goetia, é partilha com os espíritos dos pontos cardeais e seus inferiores. Estas são as naturezas mistas, algumas boas e outras más.

O Ars Goetia atribui uma posição e um título de nobreza para cada membro da hierarquia infernal e dá aos daemons sinais que têm de pagar fidelidade, ou selos (sigilos). As listas de entidades na Ars Goetia, correspondem com os da Steganographia de Trithemius, circa 1500, e da Pseudomonarchia Daemonum de Johann Weyer, um anexo que aparece em edições posteriores de Praestigiis Daemonum, de 1563.

A edição revisada do Inglês Ars Goetia foi publicado em 1904 pelo mago Aleister Crowley, como o livro da Goetia do Rei Salomão. Ele serve como um componente-chave do seu sistema popular e influente de magia.



OS 72 DAEMONS

Ars Goetia, Lemegeton, Sigilos, Selos, Daemons

Representação dos selos (sigilos) dos 72 daemons.


Os nomes dos demônios (a seguir), são tomadas a partir da Ars Goetia, que difere em termos de número e classificação do Pseudomonarchia Daemonum de Weyer. Como resultado de múltiplas traduções, existem vários dados para alguns dos nomes que constam dos artigos que lhes dizem respeito.


1. Baal (Rei)
2. Agares (Duque)
3. Vassago (Príncipe)
4. Samigina (Marquês)
5. Marbas (Presidente)
6. Valefar (Duque)
7. Amon (Marquês)
8. Barbatos (Duque)
9. Paimon (Rei)
10. Buer (Presidente)
11. Gusion (Duque)
12. Sitri (Príncipe)
13. Beleth (Rei)
14. Leraje (Marquês)
15. Eligos (Duque)
16. Zepar (Duque)
17. Botis (Conde/Presidente)
18. Bathin (Duque)
19. Sallos (Duque)
20. Purson (Rei)
21. Morax (Presidente)
22. Ipos (Príncipe)
23. Aim (Duque)
24. Naberius (Marquês)
25. Glasya-Labolas (Conde/Presidente)
26. Bune (Duque)
27. Ronove (Marquês/Conde)
28. Berith (Duque)
29. Astaroth (Duque)
30. Forneus (Marquês)
31. Foras (Presidente)
32. Asmodeus (Rei)
33. Gaap (Príncipe/Presidente)
34. Furfur (Conde)
35. Marchosias (Marquês)
36. Stolas (Príncipe)
37. Phenex (Marquês)
38. Halphas (Conde)
39. Malphas (Presidente)
40. Raum (Conde)
41. Focalor (Duque)
42. Vepar (Duque)
43. Sabnock (Marquês)
44. Shax (Marquês)
45. Vine (Rei)
46. Bifrons (Conde)
47. Uvall (Duque)
48. Haagenti (Presidente)
49. Crocell (Duque)
50. Furcas (Cavaleiro)
51. Balam (Rei)
52. Alloces (Duque)
53. Caim (Presidente)
54. Murmur (Duque)
55. Orobas (Príncipe)
56. Gremory (Duque)
57. Ose (Presidente)
58. Amy (Presidente)
59. Orias (Marquês)
60. Vapula (Duque)
61. Zagan (Rei)
62. Valac (Presidente)
63. Andras (Marquês)
64. Haures (Duque)
65. Andrealphus (Marquês)
66. Cimejes (Marquês)
67. Amdusias (Duque)
68. Belial (Rei)
69. Decarabia (Marquês)
70. Seere (Príncipe)
71. Dantalion (Duque)
72. Andromalius (Conde)



ARS THEURGIA GOETIA

Lemegeton, Ars Goetia, Selo de Salomao

Representação do selo de Salomão do livro, The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King.

O Ars Goetia Theurgia ("a arte da Teurgia Goética"), é a segunda seção da Chave Menor de Salomão. Ele explica os nomes, as características e os selos dos 31 espíritos aéreos (chamados de Chefes, Imperadores, Reis e Príncipes), que o Rei Salomão invocou e confinou. Também explica as proteções contra elas, os nomes dos espíritos e seus servos, a maneira de como invocá-los, e sua natureza, que é o bem e o mal.

Seu único objetivo é descobrir e mostrar coisas escondidas, os segredos de qualquer pessoa, obter, transportar e fazer qualquer coisa perguntando-lhes. No entanto, eles estão contidos em qualquer um dos quatro elementos (terra, fogo, ar e água). Esses espíritos, são caracterizados em uma ordem complexa no livro, e alguns deles, a sua ortografia têm variações de acordo com as diferentes edições.



ARS PAULINA

Lemegeton - A chave menor de Salomão


O Ars Paulina ("a arte de Paulo"), é a terceira parte da Chave Menor de Salomão. Segundo a lenda, esta arte foi descoberta pelo Apóstolo Paulo, mas no livro, é mencionado como a arte de Paulo do Rei Salomão. O Ars Paulina, já era conhecido desde a Idade Média e é dividido em dois capítulos deste livro.

O primeiro capítulo, refere-se sobre como lidar com os anjos das diversas horas do dia (ou seja, dia e noite), para os seus selos, sua natureza, os seus agentes (chamados de Duques), a relação desses anjos com os sete planetas conhecidos na naquela época, os aspetos astrológicos adequados para invocá-los, o seu nome (em alguns casos coincidindo com os dos setenta e dois demônios mencionados na Ars Goetia).

A segunda parte, refere-se aos anjos que governam sobre os signos do zodíaco e cada grau de cada signo, a sua relação com os quatro elementos, Fogo, Terra, Água e Ar, seus nomes e seus selos. Estes são chamados aqui como os anjos dos homens, porque todas as pessoas que nascem sob um signo zodiacal, com o Sol em um grau específico dele.



ARS ALMADEL

Lemegeton - A chave menor de Salomão

O Ars Almadel ("a arte de Almadel"), é a quarta parte da Chave Menor de Salomão. Ela nos diz como fazer a Almadel, que é um tablete de cera com símbolos de proteção nele traçadas. Nela, são colocadas quatro velas. Este capítulo tem as instruções sobre as cores, materiais e rituais necessários para a construção do Almadel e as velas.

O Ars Almadel, também fala sobre os anjos que estão a ser invocados e explica apenas as coisas que são necessárias e que devem ser feitas a eles, e como a conjuração tem que ser feita. Também menciona doze príncipes reinantes com eles. As datas e os aspectos astrológicos, tem que ser considerado mais convenientes para invocar os anjos, são detalhadas, mas resumidamente.
O autor afirma ter experimentado o que é explicado neste capítulo.



ARS NOTORIA

O Ars Notoria ("a arte Notável"), é a quinta e última parte da Chave Menor de Salomão. Foi um grimório conhecido desde a Idade Média. O livro afirma que esta arte foi revelada pelo Criador para o Rei Salomão, por meio de um anjo.

Ele contém uma coleção de orações (alguns deles dividido em várias partes), misturado com palavras cabalísticas e mágicas em várias línguas (ou seja, hebraico, grego, etc.), como a oração deve ser dito, e a relação que estes rituais têm a compreensão de todas as ciências. Menciona os aspectos da Lua em relação com as orações. Diz também, que o ato de orar, é como uma invocação aos anjos de Deus. Segundo o livro, a grafia correta das orações, dá o conhecimento da ciência relacionados com cada um e também, uma boa memória, a estabilidade da mente, e a eloquência. Este capítulo, previne sobre os preceitos que devem ser observados para obter um bom resultado.

Finalmente, ele conta como o Rei Salomão recebeu a revelação do anjo.


Enfim, resumidamente o Lemegeton se divide nesses cinco livros, cada qual carregando um, ou melhor, vários ensinamentos. Vale ressaltar aqui que tais práticas devem ser feitas por pessoas instruídas, afinal, tudo tem sua consequência, e quando o assunto é Goetia devemos pisar em ovos, portanto pense duas, tres ou até quatro vezes antes de tentar praticar tais artes somente para satisfazer suas curiosidades, pode sair mais caro do que o esperado.

Na próxima matéria sobre ocultismo trarei mais detalhes sobre cada um dos 72 demônios (ou daemons), mostrando suas características coisa e tal, como brinde deixo para vocês logo abaixo um vídeo de um podcast que trata sobre o mesmo assunto no qual estamos lidando aqui, o entrevistado é o Frater Goya, conhecido por fundar o CIH (Círculo Iniciático de Hermes), uma sociedade esotérica bastante popular aqui no Brasil, no podcast podemos ouvi-lo falar sobre demônios, anjos, entidades, etc, além de contar relatos de experiencias que vivenciou, algumas dessas que não deram muito certo.

Assistam, ou melhor, ouçam, tirem suas próprias conclusões e até mais.






terça-feira, 18 de setembro de 2018

Apóstolo: filme de terror sobre seita religiosa na Netflix


Para quem gosta de filmes de terror, a Netflix irá lançar no dia 12 de outubro o filme "Apóstolo", filme dirigido e escrito por Gareth Evans e com Dan Stevens (Downton Abbey, Bela e a Fera) no elenco.



A história é ambientada em Londres, no ano de 1905. Thomas Richardson (Dan Stevens), volta para sua casa e teve a notícia que sua irmã foi sequestrada por uma seita religiosa. Dessa forma, tendo em vista recuperar sua irmã, Thomas viaja para a ilha onde a seita se encontra sob a liderança do profeta Malcolm (Michael Sheen - Crepúsculo, Anjos da Noite, Tron, A Rainha). Quando Thomas se infiltra na comunidade, acaba descobrindo um segredo muito pior do que se imaginava.


O filme parece ser bom e com uma temática diferente do que os filmes de terror que estamos acostumados a ver. Confira o trailer:





segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A história por trás de "A Freira" é arrepiante e fará você pensar MUITO antes de assistir

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Desde muito antes de sua estreia, "A Freira" virou assunto por ser um dos filmes de terror mais aguardados de 2018 - e há quem diga que ele é um dos melhores do ano. Valak, o demônio aterrorizante personificado em uma freira, apareceu em "Invocação do Mal 2" e já deu uma prévia do quão terrível poderia ser. Só que o mais assustador sobre ele foi guardado para seu próprio longa.
Eu já assisti e posso garantir que esse filme é um dos mais aterrorizantes que em tive a sorte de ver. 
O que nem todo mundo sabe é que, além de assustar os personagens do filme, Valak também fez isso na vida real e existe uma história verídica que inspirou os fatos contados em "A Freira".

História real por trás de "A Freira" é aterrorizante Demônio mitológico


Ed e Lorraine Warren, junto com suas investigações paranormais, ficaram famosos graças aos filmes da franquia "Invocação do Mal". A realidade, a ficção e a fantasia estão conectadas neles para apresentar diferentes partes da história.
Mas, mais do que os outros, "A Freira" tem um enredo que estremece. É que as histórias de possessões demoníacas em que o filme é baseado também ficaram populares como lendas.
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Valak, que assume a forma de uma freira nos filmes da Warner Bros, geralmente é descrito em livros de feitiços demoníacos como uma criança com asas de anjo montada em um dragão de duas cabeças. Já o grimório (coleção medieval de feitiços) "A Chave Menor de Salomão" descreve o mesmo demônio como o Grande Presidente do Inferno, que comanda uma legião de súditos demoníacos.
"Seu trabalho é dar respostas verdadeiras a tesouros escondidos e dizer onde as cobras podem ser vistas. O que trará o exorcizador sem usar qualquer força", descreve o livro de magia negra. Mas além da origem mitológica, há outra história por trás do filme que explica o motivo da personificação de Valak em uma freira.

Por que uma freira?

Lorraine Warren teve uma experiência bastante traumática que, sem dúvidas, influenciou a produção do filme a colocar Valak como uma freira. Ela, inclusive, revelou que uma entidade espectral a perseguiu durante muito tempo em sua casa.
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"Por ser uma visão demoníaca que a tormentou, ela queria algo que atacasse a sua fé. Algo que colocasse em perigo a segurança do marido. E foi assim que a ideia da imagem de um ícone sagrado foi consolidada na minha cabeça", revelou o diretor James Wan em entrevista ao i09.

Cenário do filme também é real

A história de "A Freira" se passa na Abadia de Santa Carta, na Romênia, onde é realizada a investigação de um misterioso suicídio cometido por uma jovem freira na década de 1950. O filme não foi apenas filmado na Romênia por sua arquitetura gótica e até fantasmagórica, mas também porque existe o Monastério da Carta, um antigo edifício beneditino fundado em 1200 no sul da Transilvânia.
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Esse país, aliás, não só tem os edifícios perfeitos para gravar um filme de terror, mas também é conhecido por centenas de histórias de possessões demoníacas. E uma em específico é bem parecida com a história de "A Freira".
Trata-se do Exorcismo de Tanacu, um caso de possessão registrado em 2005. A história ficou mundialmente conhecida por ter resultado na morte da freira Maricica Irina Cornici, vítima dos diferentes rituais aplicados pela Igreja, enquanto os médicos a diagnosticaram com esquizofrenia.
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Embora "A Freira" não seja baseado em um registro histórico verdadeiro, o filme tem muitos elementos inspirados por eventos que realmente aconteceram. E não há dúvidas de que eles foram levados para o cinema de uma forma muito original.

domingo, 16 de setembro de 2018

Universo Invocação do Mal: entenda a cronologia


Entenda a cronologia e saiba mais sobre o Universo de Invocação do Mal no cinema


A vibe do momento nos cinemas é o tal do “universo compartilhado”. Claro que quem nos ensinou sobre isso foram os filmes da Marvel, mas eles não são os únicos.
Um dos universos mais conhecidos e lucrativos atualmente é o de Invocação do Mal. Com a estreia de A Freira já são cinco filmes desde 2013.
Porém, existem algumas diferenças com relação ao Universo Marvel: aqui os filmes funcionam independentes uns dos outros. Na Marvel é comum a necessidade de se ver um filme para entender o posterior (quem não viu Thor Ragnarok ou Pantera Negraentendeu muito pouco o que estava acontecendo em Vingadores: Guerra Infinita). Outra diferença, é que os filmes não fazem parte de um grande plano que culminará em um mega evento (como o combate contra Thanos). No universo de Invocação, eles vão sendo lançados conforme o sucesso dos filmes anteriores e a necessidade do público. A Freira ou Annabelle não levaram anos sendo planejados: foram escritos e lançados em um prazo curtíssimo após seus antecessores.
Outro fator que coloca Invocação do Mal como um dos universos mais relevantes do cinema atual é sua capacidade de fazer dinheiro. Somente o primeiro filme, teve uma renda de $320 milhões de dólares no mundo todo, com um orçamento de $20 milhões. A Freira, em seu final de semana de estreia, rendeu $45 milhões somente na América do Norte, e custou $22 milhões para ser feito.
Ao contrário de outras franquias de sucesso no terror, como A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Pânico ou Atividade Paranormal, os filmes de Invocação compartilham o universo sem, necessariamente compartilharem personagens. Todos os filmes citados acima possuem um personagem em comum entre eles (Freddy Kruegger, Chucki, Ghostface e Sidney…). Em Invocação, embora o casal Warren seja o fio condutor das histórias, eles não aparecem em todos os filmes.
Mas, que tal conhecermos a cronologia dos filmes antes de assistir A Freira? Por razões óbvias, comentaremos pouco sobre o filme mais recente para não dar spoiler pra ninguém.

A Freira (Romênia, 1952)

O filme explica os eventos que deram origem à freira que aterroriza a personagem de Vera Farmiga em Invocação do Mal 2.

Annabelle: A Criação (Califórnia, 1955)

O filme conta, como o título indica, a criação da boneca amaldiçoada Annabelle. Após a morte de sua filha em 1943, um fabricante de bonecas e sua mulher tentam recuperar a filha colocando seu espírito na boneca, mas as coisas dão errado e um demônio passa a habitar Annabelle.
Quando uma das garotas que passa a morar na casa após a guerra encontra a boneca e acaba possuída pelo demônio. Ela foge da casa, deixando a boneca para trás, e passa a se apresentar como Annabelle. A garota então é adotada por uma família, cresce, foge de casa, entra em um culto satânico e volta para assassinar os pais.

Annabelle (Santa Monica, 1967)

Antes de serem assassinados, o casal Higgins era vizinho dos Form. Mia Form estava grávida e seu marido John a presenteia com uma linda boneca….
Após matar os pais, Annabelle (a garota de carne e osso) e seu namorado invadem a casa dos Form. O rapaz é morto pela polícia e ela corta a própria garganta. O demônio está então de volta na boneca e vê em Mia uma nova possibilidade de possessão na forma do fantasma da menina Annabelle (a que era pra estar na boneca no começo de tudo). Depois de muito susto a ajuda chefa na forma de Evelyn e do padre Perez, que se oferece para levara boneca a um casal de especialistas chamados… Ed e Lorraine Warren.
Antes que ele consiga, porém, o demônio o ataca e possui o padre, usando isso para raptar a filha recém nascida dos Form, Leah. Mia então oferece sua própria alma em troca do bebê. John a impede e Evelyn toma a boneca e pula da janela, acabando com a possessão da boneca. Ou não…
Nas cenas finais, uma mulher compra a boneca em uma loja de brinquedos como um presente para sua filha Debbie. Como a gente descobre, Debbie é uma estudante de enfermagem que explica para  Ed e Lorraine Warren sobre sua estranha boneca no início de…

Invocação do Mal (Rhode Island, 1971)

O casal demonologista Ed e Lorraine Warren é chamado para ajudar a família Perron. Investigações acabam por apontar que a casa era o lar de uma bruxa que adorava um demônio chamada Bathsheba. Em 1863 Bathsheba teve um filho com um rico fazendeiro, que a flagrou tentando sacrificar a criança uma semana após o nascimento. Bathsheba então subiu em uma árvore, declarou seu amor pelo diabo e se enforcou.
De volta em 1971, Bathsheba fica satisfeita quando vê uma família de sete pessoas se mudar para suas terras. A bruxa possui Carolyn, forçando os Warren a fazer um exorcismo, que acaba bem sucedido.
Dois detalhes:
– Os Warren mencionam que possuem um novo caso. Este caso acaba sendo os acontecimentos com a família Lutz, que conhecemos dos filmes Terror em Amytiville (um deles estrelado por Ryan Reynolds).
– Quando Carolyn conhece os Warren, eles estão fazendo uma palestra sobre possessão na Universidade de Massachusets. O assunto? Maurice Theriault, de A Freira, que continua possuído por Valak. No exorcismo de Maurice, Lorraine encontra Valak pela primeira vez.

Invocação do Mal 2 (Inglaterra, 1977)

Enquanto se recupera dos acontecimentos de Amityville, Lorraine tem visões de uma freira demoníaca e de seu marido sendo morto violentamente. Enquanto isso, Lorraine continua exigindo saber o nome do demônio.
Na Inglaterra, uma família pobre está sendo assombrada pelo espírito de um antigo morador da casa. O espírito, que parece mirar a filha mais velha Janet, também toma forma do “Homem Torto”. Por causa de suas visões, Lorraine hesita em aceitar o caso, mas Ed a convence. Após descobrirem que se trata de um truque, o casal se prepara para partir, mas Lorraine descobre que o fantasma do ex-proprietário não é a verdadeira ameaça, mas sim Valak, usando o fantasma para chegar a Janet e possuir sua alma.
De posse do nome do demônio, Lorraine consegue manda-lo de volta para o inferno.

O que vem depois?

Um terceiro filme de Annabelle já tem data de estreia marcada para o ano que vem, com a boneca tendo como alvo a filha de Ed e Lorraine. “Annabelle consegue reativar os artefatos possuídos do estoque dos Warren, então é basicamente ‘Uma Noite no Museu’ com Annabelle”, disse James Wan.
Também é possível que em breve tenhamos o filme do Homem Torto e até mesmo A Freira 2 Invocação do Mal 3.
Na vida real, Ed e Lorraine Warren tiveram casos suficientes para décadas de adaptações cinematográficas. Resta saber até onde o universo Invocação e o público estarão dispostos a chegar.
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