Investigação Paranormal Brasil: Os mistérios do casarão assombrado de Guaiúba - CE

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Os mistérios do casarão assombrado de Guaiúba - CE


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No município de Guaiuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, uma casa abandonada guarda muitos mistérios. Sons estranhos são ouvidos pelas pessoas que passam pelo local. De acordo com os moradores, a residência pertencia a uma família tradicional, que costumava enterrar os parentes no terreno, fato muito comum antigamente, principalmente entre famílias poderosas, que costumavam criar um cemitério particular próximo da própria casa.


Além das histórias de assombração que existem em relação ao casarão, muitas pessoas acreditam que até mesmo um tesouro poderia estar escondido na antiga residência construída no século XIX, e que atualmente é de propriedade de dois irmãos. O último dono que residiu na casa acabou falecendo no imóvel.

O casarão centenário, solitário, mal cuidado e hoje transformado em local de encontro de usuários de drogas, desafia o imaginário de moradores e visitantes, um enigma com muitas perguntas e poucas respostas.

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A fachada externa e a disposição dos cômodos, denunciam um passado confortável, numa residência de alto padrão, estilo neo colonial, ampla, espaçosa, com dois pavimentos e vista para o Maciço de Baturité, que se desenha ao longe. No alto da construção pode-se observar uma grande cruz.

Mas é no segundo pavimento que essa regularidade é quebrada: diferente do primeiro piso, onde as divisões e usos são facilmente identificáveis, - salas, quartos, cozinha, etc, aqui essa disposição não é observada: uma infinidade de portas, janelas e corredores, curtos, baixos, com pequenas aberturas para passagem da luz e do ar; portas e tetos tão baixos, que pessoas só tem acesso, se agachados.

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Populares acreditam que aqueles pequenos cômodos, alguns com grades, eram alojamentos de escravos. Lembrando que o casarão fica numa região próxima as antigas fazendas de café que era cultivado na área do Maciço de Baturité, e de Redenção, primeira cidade a libertar seus escravos no Ceará. Porém, nenhum historiador local confirma que propriedade abrigou trabalhadores escravos.



Quem passa pela CE-060, no distrito de Água Verde, no município de Guaiúba, admira o antigo casarão e lamenta o estado em que se encontra. Mesmo com as paredes ainda conservadas, já se nota os estragos nas janelas e portas, o muro em ruínas e a vegetação que toma quase toda a estrutura.O local tem fama de mal assombrado.

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Há depoimentos de quem morou por lá e diz que os “fatos sobrenaturais” ocorriam sempre à meia-noite, meio-dia e 18 horas.


O auxiliar de enfermagem Miguel Coelho que viveu lá por cerca de três meses há quatro anos atrás, tem até depoimento gravado na Rádio Rede Escola Portal da Serra do Centro de Educação, Arte e Cultura de Guaiúba.

“No primeiro mês foi tranquilo, mas a partir do segundo mês apareceram coisas estranhas como vozes de homem e mulher chamando o meu nome. Eu respondia e não aparecia ninguém”, conta. Católico, sem crer na volta de espíritos para a terra, Miguel disse que “viu um homem de seus 40 anos, por volta das seis horas da noite, passar pela casa e sumir”.

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Segundo Miguel, o casarão tem uma estrutura muito forte, com paredes grossas e há túneis por dentro. “O primeiro a morar foi o seu Durval, depois foram parentes dele. Tem algo que expulsa as pessoas de lá. Dizem que os antepassados enterraram moedas de ouro e prata no local. Deve ser por causa disso que surgem essas coisas estranhas”.


Muitos moradores de Água Verde não têm coragem de entrar no casarão. Mas um dos proprietários, Waldir Cavalcante, não demonstra temor e planeja, após o término do inventário do imóvel, restaurar e ficar morando na casa.

Mesmo tendo fama de mal assombrado, a população quer que a família Cavalcante (atualmente formada pelos irmãos Waldir e Sílvia) conserve o casarão.

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“Fizemos o mapa das expressões culturais de Guaiúba em 2006 com a participação de estudantes da rede pública e o casarão foi incluído”, informa o assessor de Comunicação da Prefeitura, Soriano Ribeiro da Silva.

Uma preocupação de moradores e pessoas que conhecem o casarão da Água Verde era de que o imóvel fosse destruído com o projeto de alargamento da CE-060 que será executado pelo governo estadual.

Isso porque a rodovia dá acesso ao município de Redenção onde vai funcionar, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Porém, segundo o Departamento de Edificações e Rodovias (DER), o casarão será poupado.

Ficará numa área de retorno. Seu Didi não sabia que o casarão seria preservado com a duplicação da rodovia estadual.

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“Eu ainda não entrei em contato com o Departamento de Estradas (DER) porque estou esperando a conclusão do inventário que vai definir quem vai ficar com o casarão”.

Seu Waldir disse que será decidido entre ele e a irmã Sílvia Cavalcante. Os dois pretendem preservar e restaurar o casarão.

“Dependendo do resultado posso até voltar a ocupá-lo”, disse seu Didi.

Um comentário:

  1. Preservar o patrimônio será uma forma de preservar a própria história local e se não houver possibilidade de moradia, poderia vir a se transformar em um museu da região.

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